O
citomegalovírus e o recém-nascido
Apresentado por Dr R Pass, Departamento de Pediatria,
Universidade do Alabama em Birmingham, Birmingham, Alabama, EUA
O citomegalovírus (CMV) é a principal causa de infecção congênita nos
países industrializados. Embora os recém-nascidos com sintomas tenham
os sinais clássicos de infecção congênita, como hepatoesplenomegalia,
petéquias, icterícia e microcefalia, a maioria dos lactentes com infecção
congênita por CMV parece sadia ao nascer e só recebe o diagnóstico quando
se detecta o vírus nos líquidos corporais.
Nos recém-nascidos a doença pode ser grave, levando à hospitalização prolongada
e a uma mortalidade de aproximadamente 10%. No entanto, a importância da infecção
congênita pelo CMV em termos de saúde pública, se justifica pela capacidade desse
vírus de causar dano ao sistema nervoso central, como retardo mental, paralisia
cerebral e comprometimento da audição e da visão. Nos EUA, a infecção congênita
pelo CMV é a principal causa de perda auditiva neurossensorial e a principal causa
infecciosa de lesão cerebral em crianças.
O diagnóstico da infecção fetal pelo CMV pode ser feito no período pré-natal mediante
a detecção do vírus no líquido amniótico. Nos recém-nascidos, o vírus é prontamente
detectado na saliva ou na urina por uma série de métodos. No momento, não existe
uma abordagem satisfatória para a prevenção da infecção congênita. As abordagens
possíveis, que limitam a exposição materna ao vírus e a interrupção da gravidez
quando se detecta infecção no feto, estão longe de serem satisfatórias.
Estão sendo desenvolvidas e pesquisadas novas vacinas com o objetivo
de prevenir a infecção materna e congênita pelo CMV. Embora não exista
nenhum tratamento com capacidade comprovada de alterar o desfecho da
infecção congênita pelo CMV, a pequena experiência com o ganciclovir
sugere que os antivirais exercerão um papel no tratamento da infecção
do recém-nascido e talvez durante a gravidez.
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