Vírus herpes simples elaborado por engenharia genética: perspectivas para a futura terapia gênica
Apresentado pelo Professor RJ Whitley, Professor of Pediatria, Microbiologia e Clínica, Universidade do Alabama em Birmingham, Birmingham, Alabama, EUA

O vírus herpes simples (HSV) é a causa mais comum de encefalite endêmica esporádica em todo o mundo, causando morbidade e mortalidade significativas, apesar do tratamento antiviral. A identificação do gene g 134,5, um gene diplóide que reside nas repetições invertidas do segmento longo único (U1) do HSV, fornece um marcador de virulência neurológica. A deleção desses genes torna o HSV incapaz de sofrer replicação no sistema nervoso central (SNC). Nos descendentes, o vírus infeccioso não aparece depois da infecção do SNC por inoculação direta. Partindo-se desse conhecimento, tornam-se óbvias as oportunidades de se utilizar o HSV replicante na terapia gênica.

Os modelos animais de tumores humanos implantados no SNC de camundongos scid forneceram a oportunidade de demonstrar o benefício terapêutico potencial dos vírus deletados no g 134,5. A utilização desses vírus levou à cura de tumores estabelecidos do SNC em 50% dos camundongos. Quando esses resultados são estendidos ao uso do HSV como suporte para a expressão de genes estranhos, é possível inserir outros antígenos para expressão no sistema nervoso central, entre eles interleucinas, enzimas e receptores. Com esse conhecimento e modelos animais pré-clínicos apropriados, iniciou-se uma pesquisa de fase 1. Os HSVs elaborados por engenharia genética estão sendo administrados para o tratamento de tumores do SNC. Serão discutidos os dados relevantes nos quais se baseiam esses estudos e os desfechos potenciais dos mesmos.

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