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O que é Herpes Genital?
O herpes genital é uma infecção viral, contagiosa, que afeta principalmente
os órgãos genitais de homens e mulheres. É causado pelo vírus Herpes Simplex
II (HS-II), uma das várias cepas do vírus Herpex Simplex Hominis, responsável
por uma série de viroses, tais como, a varicela ou catapora, a mononucleose
e o herpes oral ou labial.
Apesar do vírus HS-II afetar, preferencialmente, as regiões genitais
de homens e mulheres, o herpes genital é mais freqüentemente observado
em mulheres. Nestas, a doença pode acometer a vulva (os lábios ao redor
da vagina), o orifício vaginal, o colo uterino e o ânus. O herpes genital
provavelmente não afeta o útero, as trompas e os ovários, nem causa infertilidade.
Nos homens, as lesões do herpes genital podem ser encontradas no pênis
e no escroto.
O vírus do herpes também pode infectar outras áreas da pele, como as nádegas,
pernas ou dedos das mãos.
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2)
Como se transmite?
O herpes genital é geralmente transmitido através de contato sexual.
Portanto, toda pessoal sexualmente ativa corre o risco de se infectar
com o vírus.
É importante saber que, quando uma pessoa teve ou tem herpes genital,
ela pode disseminar ou propagar o vírus e infectar seu parceiro sexual,
mesmo sem apresentar sinais de infecção ativa.
Existem circunstâncias que aumentam a probabilidade de se adquirir herpes.
A existência de vários parceiros sexuais e o início precoce da atividade
sexual na adolescência são fatores de risco para a contaminação.
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3)
Sintomas 
O primeiro episódio de herpes genital costuma provocar dor intensa na
região afetada. Aparecem grupos de vesículas (pequenas bolhas) na área
genital. Estas vesículas provocam coceira e se
tornam
dolorosas. A seguir, transformam-se em bolhas e rompem, deixando no
seu lugar áreas
ulceradas e dolorosas. A micção também é quase sempre dolorosa. Além
disso, pode haver aumento dos gânglios na virilha (íngua) e, algumas
vezes, febre. Estes
sintomas podem durar 10 a 14 dias. O herpes genital no colo uterino
pode provocar corrimento e algum sangramento, mas não costuma causar
dor.
É importante assinalar que algumas pessoas com herpes genital não sabem
reconhecer nem identificar os sinais de infecção e, portanto, têm herpes
mas nem sequer imaginam que tenham a doença.
Depois do primeiro episódio é comum ocorrer recidiva (isto é, "recaída").
Com efeito, depois do primeiro episódio o vírus se torna inativo e,
portanto, não provoca infecção nem prejuízo. Entretanto, ele pode ser
reativado de tempos em tempos, com reaparecimento dos sinais e sintomas
da doença.
Em geral, a recidiva é menos dolorosa. Pouco antes de sua ocorrência,
o paciente pode referir prurido (coceira), irritação ou maior sensibilidade
na região onde habitualmente aparecem as lesões. Os sinais e sintomas
que antecedem o aparecimento da doença são denominados pródromos.
É interessante assinalar que a recidiva também pode ser assintomática,
isto é, não causar nenhum sintoma. As crises tendem a ser menos freqüentes
e menos intensas com o decorrer do tempo.
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O que desencadeia uma recidiva?
Vários fatores ambientais ou individuais podem desencadear um novo episódio
de herpes, tais como calor, fricção, doença, fadiga, menstruação, relação
sexual, estresse emocional, febre e certos medicamentos. Por isso, é
importante que a pessoa que tem herpes aprenda a reconhecer quais os
fatores que podem desencadear uma recidiva e tome todas as precauções
possíveis para evitar estes estímulos, mantendo, assim, o vírus em estado
inativo e a doença em remissão.
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O Herpes Genital tem cura?
O herpes não tem cura. Uma vez infectada, a pessoa abrigará o vírus
pelo resto de sua vida. No corpo, o vírus do herpes permanece nas células
nervosas, onde fica num estado de repouso, isto é, inativo. Quando é
ativado, ocorre recidiva, com formação de vesículas, que geralmente
aparecem no mesmo local.
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6)
Tratamento
Como ainda não há cura, o tratamento atual se restringe ao alívio dos
sintomas e à tentativa de redução da freqüência e duração das crises.
Neste caso, existem medicamentos de comprovada eficácia. Por isso, é
fundamental que a pessoa que apresente evidências da doença procure
um médico logo no início da primeira crise e converse com ele sobre
as opções de tratamento.
Alguns médicos recomendam banhos de assento com água morna para limpar
a área infectada e também por seu efeito calmante.
Os medicamentos específicos contra o vírus são chamados agentes antivirais.
Os antivirais anti-herpéticos disponíveis, quando empregados corretamente,
são capazes de destruir o vírus no interior das células infectadas sem
prejudicar as células normais. A escolha do melhor medicamento deverá
ser feita exclusivamente pelo seu médico.
A maior parte dos cremes e loções existentes não são apropriados e podem
causar irritação. Os antivirais específicos contra o vírus do herpes,
como o aciclovir, administrados por via oral, são os únicos agentes
comprovadamente eficazes no controle da doença.
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7)
Como fazer para controlar o Herpes adquirido e limitar as recidivas?
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Procurar manter um bom estado de saúde, ter uma alimentação apropriada
e reduzir o estresse ao mínimo. |
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Cuidar das áreas afetadas pelo herpes, mantendo-as secas e limpas
durante a crise para ajudar a sua cicatrização natural. |
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Evitar o contato físico com a região afetada desde o aparecimento
dos primeiros sintomas (prurido, sensação de queimação) até a cicatrização
completa de todas as lesões. |
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Para evitar a propagação da infecção para outras partes do corpo
não toque nas lesões herpéticas. Caso as lesões sejam tocadas com
as mãos, estas devem ser lavadas de imediato. O vírus do herpes
morre facilmente com água e sabão. |
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8)
Prevenção
Várias formas de proteção podem ser utilizadas:
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Uso
de preservativo (camisinha) em todas as relações sexuais. Quando
adequadamente usados, os preservativos podem reduzir o risco de
aquisição do herpes ou, se for o caso de já existir infecção,
de transmitir a doença ao parceiro.
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Uso de um espermicida, juntamente com o preservativo, para conceder
uma proteção adicional. O uso constante do preservativo, sem nenhuma
exceção, é a única maneira eficaz de evitar "pegar" o vírus ou
transmiti-lo, visto que muitas pessoas têm herpes sem saber, e
algumas mulheres podem ter herpes no colo uterino sem apresentar
nenhum sintoma.
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Mesmo com
todas estas precauções, o uso do preservativo não garante uma segurança
total de 100%. Algumas vezes, as lesões ocorrem em locais não cobertos
pelo preservativo. Por isso, ao apresentar algum sintoma prodrômico
(coceira, ou ligeiro desconforto na região onde o herpes costuma aparecer)
ou sinais e sintomas de doença ativa (vesículas, bolhas, dor), não tenha
relação sexual nem mesmo com a proteção do preservativo.
É fundamental, antes de qualquer contato sexual, o exame do parceiro
e a verificação da existência de lesões suspeitas. Se houver qualquer
dúvida, evite o contato sexual. Lembre-se: a contaminação é para sempre!
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9)
Herpes Genital durante a gravidez
A
mãe que tem herpes genital ativo pode, durante o parto normal, transmitir
a infecção a seu bebê durante a passagem pelo canal do parto. E o herpes
pode ser muito grave e até mesmo fatal para o bebê. Por isso, o médico
pode aconselhar uma cesariana se a mãe tiver herpes ativo por ocasião
do trabalho de parto.
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