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1) O que é Herpes Genital?

O herpes genital é uma infecção viral, contagiosa, que afeta principalmente os órgãos genitais de homens e mulheres. É causado pelo vírus Herpes Simplex II (HS-II), uma das várias cepas do vírus Herpex Simplex Hominis, responsável por uma série de viroses, tais como, a varicela ou catapora, a mononucleose e o herpes oral ou labial.

Apesar do vírus HS-II afetar, preferencialmente, as regiões genitais de homens e mulheres, o herpes genital é mais freqüentemente observado em mulheres. Nestas, a doença pode acometer a vulva (os lábios ao redor da vagina), o orifício vaginal, o colo uterino e o ânus. O herpes genital provavelmente não afeta o útero, as trompas e os ovários, nem causa infertilidade.

Nos homens, as lesões do herpes genital podem ser encontradas no pênis e no escroto.

O vírus do herpes também pode infectar outras áreas da pele, como as nádegas, pernas ou dedos das mãos.

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2) Como se transmite?
O herpes genital é geralmente transmitido através de contato sexual. Portanto, toda pessoal sexualmente ativa corre o risco de se infectar com o vírus.

É importante saber que, quando uma pessoa teve ou tem herpes genital, ela pode disseminar ou propagar o vírus e infectar seu parceiro sexual, mesmo sem apresentar sinais de infecção ativa.

Existem circunstâncias que aumentam a probabilidade de se adquirir herpes. A existência de vários parceiros sexuais e o início precoce da atividade sexual na adolescência são fatores de risco para a contaminação.

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3) Sintomas
O primeiro episódio de herpes genital costuma provocar dor intensa na região afetada. Aparecem grupos de vesículas (pequenas bolhas) na área genital. Estas vesículas provocam coceira e se tornam dolorosas. A seguir, transformam-se em bolhas e rompem, deixando no seu lugar áreas
ulceradas e dolorosas. A micção também é quase sempre dolorosa. Além disso, pode haver aumento dos gânglios na virilha (íngua) e, algumas vezes, febre. Estes sintomas podem durar 10 a 14 dias. O herpes genital no colo uterino pode provocar corrimento e algum sangramento, mas não costuma causar dor.

É importante assinalar que algumas pessoas com herpes genital não sabem reconhecer nem identificar os sinais de infecção e, portanto, têm herpes mas nem sequer imaginam que tenham a doença.

Depois do primeiro episódio é comum ocorrer recidiva (isto é, "recaída"). Com efeito, depois do primeiro episódio o vírus se torna inativo e, portanto, não provoca infecção nem prejuízo. Entretanto, ele pode ser reativado de tempos em tempos, com reaparecimento dos sinais e sintomas da doença.

Em geral, a recidiva é menos dolorosa. Pouco antes de sua ocorrência, o paciente pode referir prurido (coceira), irritação ou maior sensibilidade na região onde habitualmente aparecem as lesões. Os sinais e sintomas que antecedem o aparecimento da doença são denominados pródromos.

É interessante assinalar que a recidiva também pode ser assintomática, isto é, não causar nenhum sintoma. As crises tendem a ser menos freqüentes e menos intensas com o decorrer do tempo.

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4) O que desencadeia uma recidiva?
Vários fatores ambientais ou individuais podem desencadear um novo episódio de herpes, tais como calor, fricção, doença, fadiga, menstruação, relação sexual, estresse emocional, febre e certos medicamentos. Por isso, é importante que a pessoa que tem herpes aprenda a reconhecer quais os fatores que podem desencadear uma recidiva e tome todas as precauções possíveis para evitar estes estímulos, mantendo, assim, o vírus em estado inativo e a doença em remissão.

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5) O Herpes Genital tem cura?
O herpes não tem cura. Uma vez infectada, a pessoa abrigará o vírus pelo resto de sua vida. No corpo, o vírus do herpes permanece nas células nervosas, onde fica num estado de repouso, isto é, inativo. Quando é ativado, ocorre recidiva, com formação de vesículas, que geralmente aparecem no mesmo local.

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6) Tratamento
Como ainda não há cura, o tratamento atual se restringe ao alívio dos sintomas e à tentativa de redução da freqüência e duração das crises. Neste caso, existem medicamentos de comprovada eficácia. Por isso, é fundamental que a pessoa que apresente evidências da doença procure um médico logo no início da primeira crise e converse com ele sobre as opções de tratamento.

Alguns médicos recomendam banhos de assento com água morna para limpar a área infectada e também por seu efeito calmante.

Os medicamentos específicos contra o vírus são chamados agentes antivirais. Os antivirais anti-herpéticos disponíveis, quando empregados corretamente, são capazes de destruir o vírus no interior das células infectadas sem prejudicar as células normais. A escolha do melhor medicamento deverá ser feita exclusivamente pelo seu médico.

A maior parte dos cremes e loções existentes não são apropriados e podem causar irritação. Os antivirais específicos contra o vírus do herpes, como o aciclovir, administrados por via oral, são os únicos agentes comprovadamente eficazes no controle da doença.

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7) Como fazer para controlar o Herpes adquirido e limitar as recidivas?




Procurar manter um bom estado de saúde, ter uma alimentação apropriada e reduzir o estresse ao mínimo.




Cuidar das áreas afetadas pelo herpes, mantendo-as secas e limpas durante a crise para ajudar a sua cicatrização natural.




Evitar o contato físico com a região afetada desde o aparecimento dos primeiros sintomas (prurido, sensação de queimação) até a cicatrização completa de todas as lesões.




 


Para evitar a propagação da infecção para outras partes do corpo não toque nas lesões herpéticas. Caso as lesões sejam tocadas com as mãos, estas devem ser lavadas de imediato. O vírus do herpes morre facilmente com água e sabão.

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8) Prevenção
Várias formas de proteção podem ser utilizadas:






Uso de preservativo (camisinha) em todas as relações sexuais. Quando adequadamente usados, os preservativos podem reduzir o risco de aquisição do herpes ou, se for o caso de já existir infecção, de transmitir a doença ao parceiro.







Uso de um espermicida, juntamente com o preservativo, para conceder uma proteção adicional. O uso constante do preservativo, sem nenhuma exceção, é a única maneira eficaz de evitar "pegar" o vírus ou transmiti-lo, visto que muitas pessoas têm herpes sem saber, e algumas mulheres podem ter herpes no colo uterino sem apresentar nenhum sintoma.

Mesmo com todas estas precauções, o uso do preservativo não garante uma segurança total de 100%. Algumas vezes, as lesões ocorrem em locais não cobertos pelo preservativo. Por isso, ao apresentar algum sintoma prodrômico (coceira, ou ligeiro desconforto na região onde o herpes costuma aparecer) ou sinais e sintomas de doença ativa (vesículas, bolhas, dor), não tenha relação sexual nem mesmo com a proteção do preservativo.

É fundamental, antes de qualquer contato sexual, o exame do parceiro e a verificação da existência de lesões suspeitas. Se houver qualquer dúvida, evite o contato sexual. Lembre-se: a contaminação é para sempre!

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9) Herpes Genital durante a gravidez
A mãe que tem herpes genital ativo pode, durante o parto normal, transmitir a infecção a seu bebê durante a passagem pelo canal do parto. E o herpes pode ser muito grave e até mesmo fatal para o bebê. Por isso, o médico pode aconselhar uma cesariana se a mãe tiver herpes ativo por ocasião do trabalho de parto.

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